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IMAGENS DA HOTELARIA NA CIDADE DE SÃO PAULO, de SANDRA TRABUCCO VALENZUELA

Prazer Expresso - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 31/03/2014 - 15:55:00
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A cidade de São Paulo é uma das maiores cidades do mundo e também a 3ª mais visitada da América do Sul. Além de ser o centro financeiro brasileiro, a cidade também é referência no que diz respeito a arte, cultura, entretenimento, gastronomia e business. Com seus mais de 11 milhões de habitantes, a cidade ganhou força e peso na rápida evolução e crescimento. 

Nós, do Prazer Expresso, somos Paulistanos típicos e amamos nossa cidade. São diversos destinos e atrações que realmente só encontramos por aqui, tem seus poréns e defeitos como todas as cidades, mas para os bons olhos, a cidade de São Paulo é o must para aqueles que buscam entretenimento, cultura e tudo o que há de novo no país.

Os turistas que vem à São Paulo notam cada vez mais diferenças e melhorias na sua vinda à cidade. A experiência de estar em São Paulo, vem cada vez mais estruturando uma oportunidade única na recepção dos viajantes.

A querida Sandra Trabucco Valenzuela, que foi minha Professora de História da Arte na universidade, lançou seu livro Imagens da hotelaria na cidade de São Paulo - Panorama dos estabelecimentos até os anos 1980. 


A obra de Sandra, publicada pela Editora Senac - SP, conta como a cidade de
São Paulo já proporcionou diferentes meios de receber seus visitantes, desde a hospedagem doméstica à pensão e ao atual hotel. São cartões postais, fotografias e etiquetas de bagagem, que recuperam paisagens antigas da metrópole e registram os primeiros estabelecimentos hoteleiros, suas histórias e curiosidades, além de contar sobre as profundas mudanças que a cidade sofreu, ao longo de mais de quatrocentos anos.

Tivemos o prazer de acompanhar o evento de lançamento de seu livro, que aconteceu na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi e claro que não poderíamos perder a oportunidade de conversar melhor sobre o livro em uma entrevista exclusiva para o Prazer Expresso.
 
O que a inspirou a criar sua obra?
 
Como explico no livro Imagens da hotelaria na cidade de São Paulo, lançado pela Editora Senac-SP, meu pai trabalhou na hotelaria por mais de 40 anos. Apaixonado pelo trabalho como era, colecionou etiquetas de bagagem, material promocional e cartões postais dos diversos estabelecimentos da cidade de São Paulo. Dez anos após seu falecimento, resolvi retomar o material e pesquisar profundamente o assunto. Estudei a história da cidade, suas transformações, e sua hospitalidade através da hotelaria; visitei diversas vezes o centro da cidade para captar imagens que pudessem contar mais sobre cada hotel; garimpei cartões postais; pesquisei em arquivos de jornais e revistas e mergulhei nas gavetas de minha memória para resgatar as lembranças dos passeios com meu pai. -Sandra Trabucco Valenzuela
 
Qual é o grande marco da hotelaria dos anos 80 para a hotelaria atual? As mudanças e evoluções foram positivas?
 
Na década de 1980 houve mudanças substanciais na administração hoteleira, com a implantação de sistemas informatizados, desenvolvimento equipes profissionais de nível universitário, introdução de padrões internacionais ministrados pelas grandes redes que encontraram em São Paulo uma demanda crescente e novas oportunidades de negócio. Nesse tempo, também surgiram novos empreendimentos como os flats e apart hotéis, introduzindo novas possibilidades de oferta e gerenciamento. Os resultados dessa renovação contribuíram para a expansão do mercado e investimento em qualidade. Os cursos universitários de turismo e hotelaria tornam-se referência para novas contratações dentro desse contexto mercadológico.  - Sandra Trabucco Valenzuela
 
A qualidade de hospedagem no passado também era medida pelo padrão atual, estrelas. Hotéis 5 estrelas tendem a ser mais luxuosos e oferecerem mais serviços aos seus hóspedes.

No Brasil, o Ministério do Turismo adotou o Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem (SBClass), que consiste numa ferramenta de comunicação entre o estabelecimento de hospedagem e o turista, no intuito de orientá-lo melhor em sua escolha. A classificação, efetuada por pessoal capacitado, formado por representantes do INMETRO, foi posta em prática a partir de setembro de 2012, porém, a adesão ao sistema por parte dos estabelecimentos de hospedagem é voluntária. Esta classificação varia conforme o cumprimento de requisitos pré-estabelecidos, divididos em elementos relativos à infraestrutura, serviços e sustentabilidade. Com base nessa classificação, estabelece-se a categoria de uma a cinco estrelas para hotéis, hotéis fazenda, resorts, hotéis históricos, pousadas, flats/apart hotéis, cama & café.  
 
Cada tipo de meio de hospedagem é regido por uma cartilha específica que define cada requisito. A SBClass substitui a antiga classificação também em estrelas que vigorou até a década de 1990, quando seus critérios ficaram defasados. Os requisitos de avaliação vão se modificando no curso da história, isto é, o parâmetro utilizado hoje pode não ser o mesmo daqui a dez anos, por exemplo.  Vale destacar que poucos hotéis adotaram a SBClass, muitas redes internacionais priorizaram uma classificação que estabelece critérios internacionais próprios; assim, muitos hotéis continuam identificando-se como "econômico", "intermediário", "superior" e "luxo" e outras denominações similares, como confortável. Os chamados hotéis boutique, por exemplo, não entram na SBClass. Portanto, a mudança nos critérios de avaliação dos equipamentos turísticos é constante ao longo da história: em anúncios publicitários no Brasil do século XVII um diferencial do estabelecimento era a disponibilidade de realizar uma refeição; já no século XIX, o luxo estava nos bilhares, na água quente e facilidades de transporte disponíveis ao hóspede. Atualmente, de acordo com a SBClass, os cinco estrelas devem oferecer ao hóspede não apenas conforto (como dispor de bar, restaurante, room service 24 horas, sala de musculação, escritório virtual) mas devem desenvolver um programa de treinamento de funcionários, ter medidas permanentes para redução de consumo de energia, monitoramento das expectativas dos hóspedes, entre outros.  Estas cartilhas estão disponíveis no site www.turismo.gov.br - Sandra Trabucco Valenzuela
 
 
 
 

O Brasil já possui a fama de ser hospitaleiro e receptivo, mas São Paulo não possui esta fama. 

No período em que São Paulo era apenas uma vila e, posteriormente, uma província, de fato não havia grande simpatia pelos forasteiros, como revelam muitos relatos de cronistas especialmente até o século XIX. Com a implantação da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 1827, a cidade aprende a receber os estudantes, o comércio se desenvolve e urbe cresce; São Paulo passa a acolher os forasteiros e viajantes. O desenvolvimento agrícola e a expansão da indústria atraem imigrantes, que aqui se estabelecem, fazendo com que a cidade ganhe sotaques, em especial, o italiano, e construa sua idiossincrasia na diversidade, na convivência e integração multicultural. Hoje, São Paulo é um destino chave no Brasil, seja na segmentação do turismo de negócios e eventos, lazer, estudos, saúde, visita a parentes e amigos e outros (http://www.visitesaopaulo.com/dados-da-cidade.asp). - Sandra Trabucco Valenzuela
Falar em hospitalidade e hotelaria neste momento é muito interessante. Estamos a apenas 4 meses da Copa do mundo sediada pelo Brasil. Analisando a evolução da hospitalidade, você acredita que estamos preparados para receber o mundo?
São Paulo tem uma infraestrutura hoteleira que poderá receber bem os turistas: são 410 hotéis, com 42 mil apartamentos disponíveis, com as principais redes internacionais atuando no setor, como informa a São Paulo Convention & Visitor Bureau. Em geral, a seleção e treinamento de funcionários nos hotéis em São Paulo permite dizer que o turista será bem-atendido. O que pode representar um problema especificamente no ramo hoteleiro são os valores praticados (abusivos, em certos casos) não só pelos equipamentos de hospedagem, mas por todas as demais estruturas e serviços envolvidos no evento, como alimentação e transporte. Outro item negativo é que muitos hotéis ainda cobram pelo uso de internet ou a disponibilizam gratuitamente com uma velocidade muito baixa. Há hotéis que permitem o acesso gratuito apenas nas áreas comuns. Essa atitude é mesquinha e fora da realidade tecnológica de nosso tempo. - Sandra Trabucco Valenzuela
 
 
 
 
Sandra ainda comentou de que a Copa do Mundo é uma vitrine, uma oportunidade de mostrar positivamente um país, uma cidade, encantando o turista e instigando a curiosidade e a vontade de conhecer aquilo que só se assiste pela TV. Um turista satisfeito retorna, incentiva a vinda de outros, promove espontaneamente o destino turístico. 
 
Vamos aguardar pelo melhor possível enquanto sediamos o mundo no nosso país e torcer para que seja uma experiência muito positiva para nós e para nossos visitantes.

Se quiser adquirir a obra IMAGENS DA HOTELARIA NA CIDADE DE SÃO PAULO | Panorama dos Estabelecimentos até os anos 1980, é só clicar neste link e boa leitura! 

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